Mulher de Luta



Impressiona a longevidade da atuação política de Socorro Gomes no Pará. Surgida como uma das principais lideranças de esquerda na década de 80, a parlamentar do PCdoB passou por um processo de desgaste provocado pela política de alianças de seu partido. Os ataques, curiosamente vieram de um aliado de primeira hora, o PT, hoje as voltas com acusações parecidas às desferidas.

Socorro foi duramente caluniada. Inventaram de tudo, até que ela tinha casa em Paris. A pregação teve efeito, sua votação caiu de 65 mil para 32 mil até chegar em 17 mil votos em sucessivas eleições para deputada federal.

A P2 assumiu sua campanha em 2002 e juntamente com a base militante da parlamentar e o seu partido, contribuiu para reverter a imagem negativa gerada. A então candidata teve 51 mil votos naquela eleição. Ainda foi insuficiente, mas a grande votação recolocou Socorro Gomes no cenário político, principalmente por causa da grande votação obtida na Região Metropolitana de Belém (superior a 30 mil votos).

Depois de várias andanças, em que esteve à frente da Delegacia Regional do Trabalho e do CEBRAPAZ, Socorro Gomes reassumiu seu mandato após a renúncia do então líder nacional do PT, o deputado Paulo Rocha (por sinal, um dos que mais atacaram Socorro...).

Socorro Gomes é uma liderança popular, ética, de esquerda, identificada com a justiça, os direitos humanos, a defesa da Amazônia e da soberania nacional. Recentemente a P2 contribuiu para fortalecer este seu perfil, criando uma revista, que conta em detalhes a história desta mulher de luta.

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