Dicas de Campanha Eleitoral: primeira fase



Outro dia falei das fases da campanha e de quanto isso é importante. Existem vários fatores para definir essas fases, propus uma distribuição de datas nesse texto, que é o que vale pra maioria.

O determinante é o público interessado em eleição. No começo da campanha esse público é menor em número e mais qualificado em exigência de conteúdo. Só se interessa por política em julho quem curte política, ou tem algo em sua atividade que é relacionado a isso.

Se é um público que discute e é informado, não adianta você ir com aquele papo de aranha. Tem que convencer, o começo de campanha exige maior densidade, mais argumentos. É hora de conquistar aquele cara que conquista outros caras. Na verdade, é a fase aberta dessa atividade, a conquista de formadores e reprodutores de opinião, de lideranças, uma atividade que já deve estar rolando há tempos em boas campanhas.

Aí você me pergunta, qual é o material que eu uso no início da campanha? Como bom palpiteiro ou vou te dizer que depende. Depende do tipo de campanha, das características do seu público, da base de votos a ser conquistada, do seu nível de conhecimento.

Por exemplo, se você precisa de três mil votos pra se eleger, os teus instrumentos de mídia devem ser muito mais voltados pro contato pessoal do que pra qualquer outra coisa. Agora, se você sonha com trinta mil, cinqüenta mil eleitores lembrando do seu número, aí a parada é diferente.

Mas dá pra estabelecer tipos de mídias que valem para a maioria das campanhas. Vou abordar essa primeira fase proposta, a fase de apresentação (de julho à metade de agosto).


Conhecimento: se você já é bem conhecido e vinculado a política (um deputado querendo se reeleger, um vereador querendo virar deputado, ou alguém que as pessoas saibam que é do ramo), não vale a pena gastar fortunas em visual de massas no começo da campanha. Deixe isso para os anônimos, ou para os coelhos. Mas se você precisa dizer ao mundo que é candidato, é bom ter uma ofensiva visual logo no começo, pra tirar o prejuízo. Muros, cartazes, faixas plásticas com a logo da campanha são uma boa. Mas não exagere, você vai ganhar parte desses materiais mais à frente do teu senador e do teu governador.

Apresentação: um bom folder de apresentação, definindo o teu posicionamento na eleição (quem eu sou, quem eu apóio, qual a minha história, o que eu defendo) é fundamental. Pode ser um material mais denso em argumentos, lembre-se que o público interessado exige isso. Mas tire os penduricalhos. Ninguém quer saber se você tirou 5,5 ou 10 na 7ª série, só a sua mãe lembra disso com orgulho (se a nota for 10...). Arme sua militância com esse material argumentativo com a síntese de sua candidatura e use a vontade nesses 40 dias. Como depois dessa fase aumenta o público, você vai precisar de outros materiais mais adiante.

Lançamento: faça a(s) atividade (s) de lançamento da sua campanha nessa época, depois nem adianta. Festas são boas, mas cuidado, nada de dar bebida ou comida, isso é ilegal. Levante os comitês de campanha, defina a sua área de atuação e jogue pesado lá.

Continua

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