Coisa de cinema

Começo de campanha, candidatos malucos por material. E também quem trabalha com isso, como nós. Já era noite quando a Ruth (trabalha na P2) cobrava ao telefone um orçamento de um fornecedor.

De repente no meio da conversa o nosso amigo deixa de falar e ruídos estranhos são transmitidos. Alguém grita no outro lado da linha, coisas parecem ser jogadas ao chão. O aparelho do lado de cá passa de mão em mão. Ouvimos ameaças de tiros e agressões e as coisas ficam claras.

Nosso amigo está sendo assaltado.

Ele consegue manter o telefone ligado e a gente fica atento a tudo. De outro telefone, lá na P2, alguém chama a polícia, dá o endereço. Escutamos mais ameaças, gritos, tensão, os minutos não passam. Ouvimos a polícia chegando, sirene, correria, mais gritos. Eram três assaltantes, dois homens, uma mulher. Um deles é preso, os outro fogem, são perseguidos, e mais um é capturado.

O amigo não apanhou muito, está bem. Fica a sensação de que a vida é muito frágil.

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