Eliza Samúdio: morte anunciada?

Tem toda essa onda da espetacularização, vá lá. Mas esse caso é cabeludo mesmo.

Pra quem não viu, pouco antes de desaparecer a moça conta detalhes de uma história de agressão e ameaças. Ela denunciou tudo antes, como se vê no vídeo abaixo.



Independente do que se possa dizer de seu caráter (a Veja caracteriza Eliza como "Maria Chuteira"), o enredo novelizado mostra um flagrante de uma prática ainda bem brasileira e que deve ser exemplarmente condenada. A crônica indica que o cara, machão, ameaçou matar e cumpriu.

Falta ver se toda a verdade está dita, os acusados serem julgados e tudo mais. Mas a versão assimilada via mídia já pode servir de ferramenta para o combate à violência contra a mulher.

Até porque com gente menos famosa esse tipo de ameaça e sua concretização é coisa bem comum. Quem sabe a repercussão do crime pelo menos sirva para reduzir as estatísticas. Estas falam de uma mulher morta a cada duas horas por causa de crimes passionais.

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