Palpites Eleitorais

- São cada vez mais raros os casos em que o eleitorado se movimenta pelo ódio. Ainda mais no Brasil, onde a população está satisfeita, por mais que existam problemas localizados;

- As boas campanhas apaixonam, e essas são as melhores. Outras campanhas ganham pela razão, e essas dependem dos dados da realidade. As perfeitas juntam razão e emoção. Quase nenhuma campanha será ganha porque o eleitorado rejeita os demais candidatos. Ou seja, dá pra bater, mas isso não pode ser tudo;

- Pra apaixonar, o principal componente de uma campanha é ter um argumento aceitável pela maioria, ou capaz de convencer a maioria. Qual o argumento da Dilma? Continuar o Lula (bom, né?). O argumento não é imposto ao eleitorado, não é cobrado dele. Depois disso, é a forma que a campanha defende esse argumento;

- Já vi vários bons candidatos perderem eleições porque não defendem bem o seu melhor argumento. É típico de candidato sem suporte em pesquisa, que acredita mais nas suas verdades que nas verdades do povo. Defende-se bem, sobretudo, com a TV. TV ruim derruba candidato;

- Campanha amadora de TV só prospera se o candidato for muito bom. Ou os adversários muito ruins. A TV pode até ser simples, sem muitos recursos. Mas tem que vender bem o peixe. Tem que ser convincente, acima de tudo, mesmo que feita precariamente. A sinceridade do que se defende precisa estar na testa do candidato, piscando. E o que se defende precisa ser bom pra maioria do eleitorado;

- Ahhh... vale lembrar. A eleição vai ser decidida agora. Uma das poucas coisas que não concordo com a Dilma é sobre a bala de prata. Ela existe sim.

Nenhum comentário: